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Jorge Sestini, viúvo de Caroline Bittencourt será indiciado por homicídio culposo

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Após os depoimentos que aconteceram hoje no 1º Distrito Policial de São Sebastião (SP), o delegado Vanderlei Pagliarini determinou o indiciamento do marido da modelo Caroline Bittencourt, o empresário Jorge Sestini, por homicídio culposo, quando não há intenção de matar.

Caroline morreu ao cair de uma lancha, durante um vendaval que atingiu Ilhabela, no litoral norte de São Paulo, no domingo, 28 de abril.

Responsável pelo inquérito, o delegado decidiu pelo indiciamento após os depoimentos que aconteceram hoje. Foram ouvidos Lenildo Oliveira, dono da marina Lemar Garagem Náutica, de São Sebastião, onde o marido da modelo mantinha a embarcação Twin Green, e o marinheiro, Roberto Batista Tenório, que encontrou Jorge, após ele pular no mar para tentar resgatar Caroline.

Para o delegado, houve negligência por parte do empresário, que mesmo advertido sobre o mau tempo, saiu com a embarcação para o mar. No depoimento do proprietário da marina, ele afirma que alertou o empresário sobre a previsão de uma tempestade, e que às 15h37 de domingo, encaminhou uma mensagem que recebeu via Whatsapp sobre o vento que já provocava estragos no litoral sul.

De acordo com Lenildo, o marido da modelo respondeu a mensagem, dizendo que estava no Canal de São Sebastião e que chegaria à marina por volta de 17h30. Notando que a embarcação não tinha retornado, ele enviou nova mensagem às 17h15, avisando que a situação havia se agravado e que a tempestade já estava no Canal de São Sebastião, mas desta vez não teve nenhuma resposta de Jorge.

Com base no depoimento,o delegado concluiu que há indícios de conduta culposa de Jorge Sestini.

“Não se discute que o evento que resultou na morte de Caroline Bittencourt se cuida de uma tragédia”, diz o delegando em trecho do documento, que segue: “diante do conjunto de provas e indícios coligidos até esse momento, vislumbra-se com clareza a incidência de conduta culposa de Jorge Nogueira Sestini. Sabedor do mau tempo que assolava naquele momento a região, especialmente para quem se encontrava a bordo de embarcações de pequeno porte, de 17 pés, expressamente advertido a esse respeito, resolveu por lançar-se ao mar, não providenciando ao menos que a vítima utilizasse um colete salva-vidas, como lhe competia, negligência indiscutível que remete aos fundamentos dos delitos culposos”, concluiu o delegado.

O pedido de indiciamento foi enviado para a polícia de São Paulo, que deve intimar o empresário para ouvi-lo.

FONTE: UOL TV E FAMOSO

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